Crítica | WILD

★★½☆☆

O grupo do momento não é mais BTS ou BLACKPINK: todos só querem saber do KATSEYE. Com polêmicas, desajustes e caos – talvez referenciando o seu segundo EP, o BEAUTIFUL CHAOS – o pseudo sexteto chega a um novo patamar na sua carreira e nos entrega o WILD, um projeto com cinco faixas com altos e baixos.

Enquanto “Bel Air” parece um descarte do Fifth Harmony – eu consigo até visualizar quem cantaria cada parte na música – muito bem feito, temos “PINKY UP” que entra na vibe techno do k-pop que estava em alta durante esse ano. Ao menos, o break que finaliza a música é divertido.

Mas, então, temos Jesus versus 5 mil Satanás na sequência “Animal” e “Hootie Frutti”. Enquanto a primeira se destaca pela sua sonoridade divertida, contagiante e que se assemelha mais às canções tradicionais de grupos femininos que estamos tão acostumados a amar; a segunda é mais um erro de produtores estrangeiros de tentar emular o funk para agradar as redes sociais.

No WILD, conseguimos encontrar a melhor e a pior música do KATSEYE, e, quando eu ouvi “Animal”, tive uma certa expectativa sobre o grupo finalmente conseguir seguir o caminho certo, mas, pelo resto do projeto, é decepcionante. Comparando com os seus outros EPs, não consigo visualizar se houve ou não uma evolução, já que todos são exatamente assim: com uma ou duas músicas legais enquanto o resto é completamente ruim e mal executado. Em suma, é decepcionante ver meninas com potencial sendo jogadas para cantar canções assim – me pergunto se elas realmente curtem o que apresentam –, mas, pelo menos, “ICONIC BY MISTAKE” não foi incluída, e eu considero como uma vitória.

Selo: Geffen/HYBE

Formato: EP

Gênero: Pop, Pop Eletrônico

Data de Lançamento: 14 de agosto de 2026


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