Crítica | Sparkling Blue

Selo: PLEDIS / HYBE
Formato: EP
Gênero: Música do Leste e Sudeste Asiático / K-pop
 

 

 

★★★½☆

 

Quase 10 anos após a estreia do SEVENTEEN, a Pledis Entertainment resolve lançar mais um grupo masculino. TWS aposta no conceito básico e refrescante, tendo até semelhanças com o grupo sênior da empresa, o que é tudo que precisamos atualmente no k-pop: canções leves.
“plot twist”, faixa principal do EP, parte de uma mistura divertida, suave e colorida, que exala a energia das músicas de verão tão populares na Coreia do Sul. Infelizmente, soa sem aquela alma e força que deveria ter em uma faixa que representa um lançamento inteiro. “unplugged boy” caminha na direção de faixas comuns com aquela pegada R&B que vários grupos vêm adotando: a velha fórmula de músicas para viralizar.
A rítmica “first hooky” foca em capturar emoções, e conforme a música avança, podemos sentir claramente o que ela queria transmitir, aproveitando bem seus 3 minutos e 29 segundos. “BFF” parece querer introduzir um ritmo mais animado, que levanta o clima ao longo do EP. Ela explora bem o lado hip hop do grupo, com uma ponte bem estruturada e gostosa de ouvir. E por fim, “Oh Mymy: 7s” foi a música escolhida para dar início ao projeto em seu lançamento, e aqui podemos ver a força que ainda faltava ao grupo. Ela se destaca como a melhor faixa do disco.
É difícil se manter na originalidade, ainda mais quando é um grupo extremamente novo, e em alguns momentos, é inevitável a comparação com outros exemplos. Depois do fiasco que foi o PRISTIN, a Pledis demorou bastante para apostar em algo novo, e então nasceu o TWS. Sparkling Blue é um genérico, mas que funciona até certo ponto e pode até preencher espaços, já que poucos atos nesses últimos anos vem explorando esse “aegyo” masculino de uma forma tão satisfatória.

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